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Federações Partidárias

Por Arley Xavier, 30/12/2024 às 13:19 em Política

Os primeiros meses de 2024 foram marcados pela intensificação das negociações por novos arranjos, com foco nas eleições municipais deste ano e, sobretudo, nos pleitos nacionais de 2026. Para alguns partidos, as alianças representam uma forma de fortalecer seus projetos. Para outros, são a última cartada para continuarem no jogo das urnas.

Enquanto o União Brasil (UB) busca estabelecer uma “Super Federação de Centro-direita” com o Partido Progressista (PP) a nível nacional, e possivelmente com a chegada dos Republicanos, as negociações devem avançar no próximo ano. Líderes das siglas conversam sobre a ideia desde 2023, com a intenção de chegar a um consenso até fevereiro de 2025.

O foco será a aliança entre as três siglas, mas a possibilidade de uma Federação Partidária com apenas duas delas não está descartada. A maior dificuldade está no trabalho de articulação com as bases dos partidos nos estados, onde as alianças locais prevalecem e nem sempre refletem as mesmas que existem no Congresso Nacional.

Se for consolidada, a Federação Partidária terá impacto no cenário político em nível municipal, estadual e nacional.

As Federações Partidárias funcionam como uma única agremiação. Elas podem apoiar qualquer candidato e devem permanecer no mesmo bloco por pelo menos quatro anos. A formação da Federação Partidária pode provocar mudanças significativas nas relações entre os partidos e o governo.

Sucessor de Mauro Mendes dependerá da Federação Partidária

Prestes a deixar o comando da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o deputado estadual José Eduardo Botelho (UB) avalia que a sucessão do governador Mauro Mendes estará diretamente vinculada à consolidação das Federações Partidárias previstas para acontecer em 2025, visando as eleições de 2026.

Botelho acredita que as articulações políticas no Estado de Mato Grosso só terão um cenário mais definido após o desfecho das negociações que estão acontecendo com as Federações Partidárias, que já vêm sendo costuradas no âmbito nacional.

“Eu, pessoalmente, não vejo um movimento claro do governador para se aproximar tanto do PL. Se houver alguma aproximação, acredito que será algo natural, mas, até agora, não percebo uma articulação explícita nesse sentido. Em relação à formação de grupos, sim, existem outros grupos se formando. Teremos grupos à esquerda, à direita e ao centro, isso é normal e faz parte do processo democrático”, afirmou Botelho.

Botelho acredita que as Federações Partidárias trarão mudanças profundas no cenário político mato-grossense. “Essa reformulação também está acontecendo nas Federações, que deverão ocorrer no início do ano. Acredito que muitas mudanças ocorrerão a nível nacional e isso também impactará no estadual. A mudança para as Federações, por exemplo, provavelmente resultará em muitos partidos que hoje estão sozinhos se unindo”.

Entre os exemplos citados por Botelho, estão federações como a do PSB com o PV e o PDT, além de uma possível composição entre União Brasil, Republicanos e Partido Progressista (PP).

“Essas discussões estão acontecendo em Brasília, e até junho ou julho, vamos saber como isso se concretizará. A partir disso, em nível estadual, vamos começar a discutir as possíveis chapas para governador e senador”.

Ele destacou que o nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) é um dos mais cotados para liderar uma eventual composição majoritária envolvendo o União Brasil e os Republicanos. “Se houver uma Federação entre o União Brasil e os Republicanos, pode ser que o Pivetta seja o candidato ao governo. Mas ainda é muito cedo para essas discussões. Como mencionei, ninguém sabe como as Federações serão formadas, então vamos aguardar para ver como isso vai se desenrolar”.

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